Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir.
Tudo aquilo que eu busco, não busco pelos objetos em si, mas por mim mesmo, pois quero, no fundo, me livrar do sentimento de me ver incompleto, sempre desejando, sempre buscando. Mokṣa não é salvação, mas liberdade. Liberdade do fato de estar sempre querendo, sempre desejando, sempre buscando.