Se mesmo na vida comum a dor pode trazer benefício futuro,
aceitar o sofrimento como benéfico para a felicidade própria e alheia certamente ajudará.
Essa prática é conhecida como método excelente desde tempos remotos.
O excesso de luz cega a vista. O excesso de som ensurdece o ouvido. Condimentos em demais estragam o gosto. O ímpeto das paixões perturba o coração. A cobiça do impossível destrói a ética. Por isso, o sábio em sua alma Determina a medida de cada coisa. Todas as coisas visíveis lhe são apenas Setas que apontam para o Invisível.
O objetivo primordial do Yoga é restabelecer a paz e a simplicidade da mente, e libertá-la da confusão e da dor. Diferentemente de outras formas de exercícios que tensionam músculos e ossos, o Yoga gentilmente rejuvenesce o corpo. A prática de Yoga completa os reservatórios da esperança e do otimismo dentro de você.
Algumas preciosidades morrem baixinho, em dégradé. Como morrem as tardes. Como morrem as flores. Como morrem as ondas. Quando a gente percebe, já é noite e o céu, se está disposto a falar, diz estrelas. Quando a gente percebe, as pétalas já descansam o seu sorriso no colo do chão. Quando a gente percebe, o canto da onda já enterneceu a areia. Muitas dádivas que nos encontram, que nos encantam, têm seu tempo de viço, sua hora de recado, e seu momento de transformação em outro jeito de lindeza.
A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.
Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude – e tudo muda - não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração.
O que eu entendo por amor aparece no reconhecimento claro da existência da outra pessoa, e num autêntico respeito pelo bem estar e pelo direito dos outros.
O caminho mais razoável para amar os outros está no reconhecimento do simples fato de que cada ser vivo tem o mesmo direito e o mesmo desejo de alcançar a felicidade e de não sofrer.
Lembre-se: só o ser humano pode desenvolver compaixão e piedade pelos outros. Se sofrer é karma dos outros, considere seu karma ajudá-los. Só ajudando o próximo nos elevamos espiritualmente. Nenhuma outra espécie recebe este presente precioso de Deus, a capacidade de entender e de ser compassivo.
Mundo virtual, pessoas reais, contato virtual, amizades reais. Tudo pertence, na verdade, ao mesmo mundo, sem distinção. E sob a ótica budista, "tudo é ilusório", tudo é impermanente.
Tudo é uma questão de referência. Conheço pessoas que vieram do "mundo virtual", mas pertencem ao "mundo real". Parecem virtuais pra mim, mas existem. Entraram no meu mundo e tocaram meu coração, mas isso são sentimentos, também não é palpável, pertence ao "mundo abstrato". Como quantificar a importância que alguém que não conhecemos pessoalmente têm em nossas vidas?
Melhor é não pensar, mas sentir. Sentimentos fluem, alcançam distâncias inimagináveis. São poderosos no sentido que transformam o nosso cotidiano, dão um brilho especial à nossa jornada.
Recebi esses dias um presente e uma missão, de uma amiga muito querida, a Ju, que conheci no mundo virtual, mas que tornou-se uma pessoa especial e muito real para mim. Ela esteve em um retiro Budista, lembrou-se de mim e carinhosamente me enviou um livro com lindas mensagens para que eu pudesse ler e depois enviasse a mais alguém, e esse que o recebesse, por sua vez, teria também que continuar essa corrente. O livro chama-se "Sementes de Sabedoria" de Ghagdud Tulku Rinpoche, do qual transcrevo a mensagem para vocês:
"Ter um bom coração é o ponto essencial. Não importa o quanto aprendemos ou quanto o praticamos, se não tivermos um bom coração, não iremos longe. O benefício é apenas temporário".
Se alguém quiser fazer parte dessa missão, de espalhar essas sementes de sabedoria, pode escrever para o seguinte endereço sundari.sundrix@gmail.com. Terei imenso prazer em enviar a você!
Eu só vim lhe desejar um dia lindo.
Com flores pelos caminhos que você percorrer.
Com gente feliz ao seu redor.
Com chuvas de sorrisos e de olhares que vem da alma.
Não importa se grandes notícias não virão hoje.
Que também não venham as más.
Que seu dia seja de paz.
Que você esteja em paz.
E que você olhe os problemas de cima, e as pessoas que você convive, com olho no olho.
Que as palavras do dia sejam 'leveza', 'doçura', ‘calmaria', 'tranquilidade'.
E que suas próximas horas sejam carregadas de pensamentos positivos e muita paz no coração.
Só vim te desejar um ótimo dia.
Colorido e florido.
De maneira simples, o que significa carma? Significa que qualquer coisa que fazemos, com nosso corpo, fala ou mente, terá um resultado correspospondente. Cada ação, mesmo a menor delas, carrega suas consequências. Os mestres costumam dizer que mesmo um pequeno veneno pode matar, e mesmo uma minúscula semente pode se transformar em uma árvore imensa.
E o Buda disse: "não negligencie ações negativas meramente porque elas são pequenas; não importa quão pequena seja uma faísca, ela pode incendiar um monte de feno tão grande quanto uma montanha".
De modo similar, ele disse: "não negligencie pequenas boas ações, achando que elas não trazem benefício; mesmo gotículas de água, no final, enchem um recipiente gigantesco".
O carma não degenera como as coisas externas, ou mesmo se torna inoperante. Ele não pode ser destruído pelo tempo, fogo ou água. Seu poder nunca desaparecerá, até que ele amadureça.
Sogyal Rinpoche, "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer".
Olhem para estas flores selvagens!
Elas suportam o vento gelado das neves.
Olhem para estas grandes árvores!
Quantas tempestades elas atravessaram?
As flores e árvores têm fortes raízes espalhadas na terra.
Desejo que as pessoas não corram por aí
Apenas para satisfazer suas vaidades,
Mas que elas olhem para seus próprios pés
E cuidem do seu verdadeiro eu.
Por uma vida melhor.
O que prevalece agora é essa maneira nova de sentir a vida. Essa perspectiva que me faz admirar, incansáveis vezes, antigas preciosidades. Essa vontade de bendizer tantas maravilhas. Esse sentimento de gratidão pelas coisas mais simples que existem. Esse canal que escolho assistir com mais frequência. Esse jeito mais amigo de ouvir meu coração.
O que prevalece agora é essa apreciação mais desperta, que me permite reinaugurar flores e céus e pessoas no meu olhar. Essa graça que encontro, de graça, nos detalhes mais singelos. Essa vontade de contribuir. Esse desejo de brincar de roda.
O que prevalece, agora, é a confortável suposição de que, por trás de tantas e habituais nuvens, esse contentamento faz parte da nossa natureza perene.
Os problemas, os desafios, as limitações, não deixaram de existir. Deixaram apenas de ocupar o espaço todo.
A tolerância poderia ser o primeiro passo em direção à compaixão. Trata-se de perdoar, de não guardar rancor. Trata-se de procurar compreender mais profundamente as motivações dos outros sem pagar o mal com o mal. A compaixão pode nascer sobre esta base. (...) Não penso que haja limites à nossa tolerância.
A via dos Bodhisattvas evolui em função da nossa capacidade. Até onde podemos ir? Se não nos arrependemos de dar um copo de água, damos um copo de água. Se não nos arrependemos de oferecer a nossa vida, podemos oferecê-la. Se tomarmos a tolerância como uma forma de paciência ela é sem limites. Convém, ainda assim, ter em consideração diversos fatores. Se fazemos um grande sacrifício para um resultado mínimo, é melhor desistir. Ao inverso, se o nosso sacrifício é muito útil aos outros não há que hesitar. Seja como for, não devemos tolerar as ações negativas sejam nossas, sejam dos outros.
"O tempo nos leva muitas coisas, mas tem certas coisas que só o tempo nos trás."
Não sei se essa frase foi dita exatamente com essas palavras, mas foi uma das falas do personagem do ator Antonio Fagundes no filme "A dona da história".
Fiquei refletindo sobre isso, sobre o tempo e os efeitos dele em nossas vidas. Parece que no fundo no fundo essa é a sua função, de fazer essas trocas.
Houve um tempo que pedia muito. Isso em geral todo jovem faz. Pede um futuro brilhante, sucesso, boas amizades, amor, enfim, coisas que acha serem importantes para sua vida.
No dia de hoje, completando 48 anos que estou aqui nessa experiência terrena, não peço mais nada. Almejo, sim, paz de espírito. Mas como disse o personagem citado no começo desse texto, uma das coisas que o tempo me trouxe é a consciência de que o dia do meu aniversário é de agradecimentos, não de pedidos.
Agradeço por mais um ano que estou tendo a oportunidade de poder, com minhas próprias mãos, estar digitando essa postagem. Por conseguir me locomover sem ajuda de outros, de desempenhar meu papel de profissional, pessoal, de ter tomado decisões por mim mesma, de respirar, de alimentar meu corpo e mente, de praticar os ensinamentos que colhi ao longo desses anos.
Hoje recebo mais um ano de vida. Portanto, estou mais viva! E grata a ela, apesar de todos os pesares, dos percalços e das armadilhas que o ego nos prega em forma de falsas felicidades para nos acomodar.
A beleza e o intuito da vida é o passo a passo. Não temos um lugar para chegar, o verdadeiro objetivo é o próprio caminhar. Estamos sempre num movimento contínuo, e se não percebermos que é na constância do dia a dia que está nossa missão, passaremos a vida todo buscando o que sempre esteve conosco. O tempo todo!
Michel Franti é um músico incrível. Não bastasse isso, é ativista, pacifista, vegetariano, iogue e leva o festival "Power to the Peaceful" ao redor do mundo para angariar fundos para os mais necessitados. Ele é tudo de bom!
Há apenas um objetivo para toda a vida: que você e todos os seres vivos experimentem a glória suprema.
Tudo o mais que você diz, pensa ou faz serve a esse objetivo. Não há mais nada para a sua alma fazer e que queira sentir.
O maravilhoso nesse objetivo é que ele é eterno. O fim de uma limitação, e o objetivo de Deus é ilimitado. Se em algum momento você experimentar a sua glória suprema, nesse instante imaginará uma glória ainda maior a atingir. Quanto mais você é, mais pode tornar-se, e quanto mais você se torna, mais ainda pode ser.
O maior segredo é que a vida não é um processo de descoberta, mas sim de criação.
Você não está se descobrindo, mas se recriando. Por isso, tente não descobrir Quem É, mas determinar Quem Quer Ser.
Há momentos na vida em que acontecem coisas tão difíceis e somente por algumas delas isoladamente já seria difícil a superação. Há momentos em que várias coisas difíceis acontecem sucessivamente sem dar trégua, sem tempo para tomar fôlego. Há momentos em que passamos a nos habituar com tantas provações.
Parece como o turbilhão de se ver no meio de um furacão, rodando com ele. Nem dá tempo para pensar ou se autoapiedar, o que vem é o sentimento, ou melhor, a necessidade da superação. Aceitação e superação. E depois dos fatos "extra cotidianos" cessarem (ou quase), dá para finalmente sair do rodopio e alcançar o centro, o olho do furacão. É nesse momento que todos aqueles fatos passados ficam girando ao seu redor. Você não os está mais vivendo diretamente, mas o simples fato de vê-los passar, com uma certa regularidade, causa uma sensação ruim, é como revivê-los em flash back. E vem e vão e vem e vão...
Isso passa a ser tão rotineiro que você se acostuma a esse sofrimento, parece até que se apega a ele para justificar alguns comportamentos e atitudes. E fica alí, naquela zona de conforto da infelicidade, entregue, esquecendo que a vida é muito maior do que esses momentos. E um certo dia, você resolve enfrentar e sair daquela prisão. Mas para isso é necessário atravessar o furacão de novo para tentar transpô-lo, sair de vez do seu giro.
Essa é a situação em que me encontro ultimamente, atravessando o furacão o qual me engoliu nos últimos tempos. Só que agora sei o que estou enfrentando, sei que sentimentos me causam reviver determinados fatos. Não existe o fator surpresa, é como se estivesse com ferramentas extras para fazer algo que primeiramente só possuía as próprias mãos.
Está sendo difícil, mas vou conseguir me livrar de vez e seguiremos direções opostas, o furacão e eu. E a partir daí, só quando quiser vou olhar pra trás se achar que faltou algo a ser assimilado nas lições que a vida me deu.
No meio desse turbilhão, enfraqueci. Tive que ser tão forte anteriormente, que toda a minha energia se esvaiu. Não conseguia buscar forças no único lugar em que elas realmente existem, dentro de mim mesma. Com isso, tudo passou a ser ora um fardo, ora um mecanismo de fuga. Estava lidando com esse espaço, um lugar que anteriormente me fazia tão bem em compartilhar, como uma obrigação. Havia definido até uma data para encerrá-lo. E assim comecei a contar os dias.
Quem me conhece bem sabe que sou uma pessoa verdadeira, que vivo das coisas que acredito de fato. Não me sentia digna de utilizar pensamentos e conceitos sábios se interiormente estava vazia deles. Precisei parar um pouco para reavaliar tudo, inclusive esse blog. Desculpe se nem consegui dar maiores explicações quando resolvi dar uma pausa.
Recebi mensagens de pessoas que se importaram e que me enviaram palavras que foram fundamentais para minha decisão de voltar. Obrigada a todos do fundo do meu coração.
Estou de volta, tendo aqui, esse espaço, como um dos meus aliados na travessia a qual iniciei. Pode durar muito, ou pouco, só Deus sabe. Mas será uma empreitada de sucesso, vou em busca da Paz e a alcancarei!
Está sendo muito difícil escrever e compartilhar essa minha decisão. Tenho esse espaço como fonte de nutrição para minha alma, às vezes até mesmo um santuário onde me refugio com todos esses ensinamentos que aqui já foram postados. Muitos deles já se incorporaram em minha bagagem de vida e me ajudaram a superar fardos tão pesados. Mas nada é tão difícil quanto ter que se auto superar, buscar internamente algo que está fugindo constantemente de você. Preciso de um tempo de silêncio para voltar a escutar o meu verdadeiro chamado, a fala da minha alma.
Portanto, esse espaço ficará um tempo em retiro, no silêncio.
Agradeço de todo o meu coração a todos os que passam por aqui e convido-os novamente a ficar à vontade para ler ou reler as postagens antigas (são mais de 600). Espero encontrar forças para voltar.
Namaste
Sandra
O silêncio é a comunhão de uma alma consciente consigo mesma.
O outro grande benefício de desenvolver a compaixão é que, por meio da compreensão das necessidades, medos e desejos dos outros, você desenvolve uma capacidade mais profunda de compreender a si mesmo - o que você deseja, o que você deseja evitar e a verdade sobre sua própria natureza. E isso, por sua vez, serve para dissolver qualquer senso de solidão ou baixa auto-estima que você possa estar sentindo.
À medida que começa a reconhecer que todos desejam a felicidade e morrem de medo da infelicidade, você começa a perceber que não está sozinho em seus medos, necessidades e desejos. E, ao perceber isso, perde seu receio dos outros - cada pessoa é um amigo em potencial, um irmão ou irmã em potencial - porque você compartilha os mesmos medos e as mesmas metas. E, com essa compreensão, fica muito mais fácil comunicar-se com os outros de coração a coração.
Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida.
Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.
Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.
Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir.