terça-feira, 1 de março de 2011

Então que seja assim




Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la.
Que o abraço abrace. Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança.
Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo...


Artur da Távola









segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma "reforminha" na casa



Estava há muito querendo mudar o visual do Blog. Mas a falta de tempo somada à preguiça me desestimulavam. E como as coisas acontecem quando tem que acontecer, um belo dia, ao abrir essa página, reparei que algo tinha acontecido com as antigas configurações. Estava tudo uma bagunça...

Primeiro fiquei de mau humor. Depois resolvi remover as tais "html (s)" que estavam dando problema. Aí, vingou a teoria "Jacque"... já que estava com a mão na massa, por que não mudar geral? E aí radicalizei.

Não sei se o novo visual está melhor e vai agradar. Seja pra melhor ou pior, as mudanças são necessárias, na real ou metaforicamente. Quando o "velho" dá sinal de desgaste, só resta partir para o "novo"! E muitas vezes, por apego, só mudamos quando algo ou a fórmula que não está mais funcionando nos dá um empurrãozinho.

Bom, é isso. "Tudo é efêmero"...

Namaste e uma semana com ótimas mudanças (grandes ou pequenas)!

E sempre, sempre, sempre...



Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada não me roubem a capacidade de encanto.

Ana Jácomo

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Na mesma sintonia



The goal of life is to make your on heart beat match the beat
of the Universe, to match your nature with Nature.

Joseph Campbell

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"...por desfolhar-me é que não tenho fim"



Não te aflijas com a pétala que voa:

também é ser, deixar de ser assim...

Eu deixo aroma até nos meus espinhos

ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,

por desfolhar-me é que não tenho fim.


 
Cecilia Meireles

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Preparando pacientemente o terreno


Ao arar a terra para o cultivo, precisamos de paciência para arrancar todas as ervas daninhas imprestáveis e esperar, mesmo que o solo pareça estéril, até que as boas sementes escondidas possam germinar e se transformar em plantas.

Precisamos de mais paciência ainda para limpar o campo de nossa consciência, coberto com as ervas daninhas dos apegos inúteis aos prazeres sensoriais, que são muito difíceis de serem erradicados. Porém, quando o campo da consciência estiver limpo e semeado com as sementes das boas qualidades, as plantas das nobres atividades brotarão, produzindo abundantemente os frutos da verdadeira felicidade.


Paramahansa Yogananda

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Terra Pura"

Temos, minha mãe e eu uma conexão maior ao fato óbvio dos laços de sangue. Temos uma conexão espiritual muito forte.

Ela é budista praticante e estudiosa da filosofia. Estávamos outro dia conversando sobre um sonho que tive e sobre a "Terra Pura", a Terra de Buda. Ela falou: filha, a Terra Pura é aqui, é o lugar onde a gente está. Nós é que a criamos, aonde quer que a gente esteja ela está presente. Tudo depende de nós.

Fiquei imaginando vivenciar isso com todos os desafios e dificuldades do nosso cotidiano. A não dependência de fatores externos para gerar felicidade interior parece-me milhões de vezes mais fácil do que conseguir abstrair-se dos acontecimentos negativos e nos preservar da infelicidade ou até de sentimentos piores, como raiva, mágoa e outros tantos por aí.

Por acontecimentos externos negativos não estou me referindo à experiência de perda, dor ou outros que fazem parte da nossa experiência terrena evolutiva. Falo das pequeninas coisas que nos acontecem no dia a dia: disputas no ambiente de trabalho, aborrecimento às vezes com algo que alguém que você considera muito te falou e te magoou, a neurose das grandes cidades, o egoísmo que leva à falta de educação e gentileza, enfim, sentimentos oriundos de diversas situações e pessoas, conhecidas suas ou não e que te causam muito mal e te afastam da sensação de paz.

Fico me questionando, às vezes, por que uma pessoa que te falou alguma besteira no trânsito, por exemplo, a qual você nunca viu antes e fatalmente não voltará a ver de novo, deixa você num mal humor incrível. Muitas vezes até temos a clareza de perceber que você está sendo a válvula de escape dela e até chegamos a compreender isso e não entramos na loucura dela revidando uma atitude grosseira. No momento conseguimos ter uma atitude equilibrada. Mas depois, esse sentimento, quando você se dá conta, não está te deixando em paz. Fica te perturbando com aquela sensação ruim e quando você vê está dando vida e disperdiçando energia com isso.

Quando comecei a escrever esse texto estava em profundo questionamento sobre o porquê de tudo isso. Como anos e anos de práticas e estudos conseguiriam nos proteger disso? Mas eis que ocorreu-me um insight, nesse exato momento. A resposta está naquele "pequenino déspota" que habita nosso ser, o nosso EGO.

Às vezes perdoamos coisas muito maiores do que essas "picuínhas" todas. Porque perdoar coisas "imperdoáveis" é altruísmo, e assim alimentamos (também) nosso ego com a nossa "nobreza" de intenções. Agora, o cara na rua que te xingou, que foi grosseiro por nada e que você nunca viu antes mereceria ser perdoado? Ah, que perda de tempo! Pouquinha coisa para sua consciência e evolução espiritual se ocuparem, não é mesmo?

Não, não é. É exatamente aí que está o desafio, é aí que o trabalho deve ser feito, posto em prática. Pequenas atitudes geram grandes modificações. Em tudo.

Percebi que devo tratar o meu ego do jeitinho como ele tem me tratado a vida inteira e se quiser ver o mundo mais limpo, começarei a varrer "a minha calçada" todos os dias. Acho que assim estaremos todos vivendo de fato a Terra Pura de Buda.

Namaste _/|\_

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Súplica



Sobre todos aqueles que ainda continuam tentando,

Deus, derrama teu Sol mais luminoso.

 

Caio Fernando Abreu



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Um sábio texto sobre resignação

A Tentação dos Santos - Provações e Tentações

Por que sofrem as pessoas? Algumas para resgatar velhos débitos, às vezes até por elas esquecidos, mas sempre lembrados pela grande lei conhecida como a do karma, segundo a qual inevitavelmente colhemos, logo ou muito depois, as consequências de nossos pensamentos, palavras e ações. Outras pessoas, reconhecidamente puras, bondosas, decentes, caridosas, santas, sofrem muito, o que até aparece injusto. Por quê? Não parece que seja para pagar erros graves. Há uma explicação bem razoável: elas teriam conquistado o "direito" de serem submetidas a duras provas, tendo em vista uma "promoção", isto é, um avanço maior no caminho para a perfeição, no caminho de volta à casa paterna de onde saíram há muito muito tempo. Só passa de ano o aluno aprovado nos exames. Não é? Sai Baba lembra que, quando você quer pendurar um quadro na parede, bate o prego, e não pendura o quadro antes de duramente sacudir o prego para ver se ele vai aguentar o peso. Dificuldades, despojamentos limitações, dores, aflições que assaltam pessoas ética e espiritualmente corretas, são sacudidas no prego. Nesses casos, tudo leva a crer que Deus está manifestando seu carinho, testando alguém que Ele deseja fazer avançar mais.

Os que trilham o caminho largo inevitavelmente virão a comer os frutos amargos das amargas sementes que andaram plantando, as dolorosas consequências de seus próprios erros. Os que optaram pelo caminho estreito, que preferiram as dificuldades, asperezas e agonias do caminho de "volta ao lar", serena e nobremente se aprimoram pelas duras provas que suportam. As dores, ao longo de ambos os caminhos, invariavelmente são proveitosas: no caminho largo, dívidas são resgatadas e isto é bom; no caminho estreito, as dores ajudam a chegar mais perto da luz que se deseja ver. Ver é pouco, da Luz que se deseja voltar a Ser, e isto também é bom.

As provas finais, os últimos anos de qualquer curso são naturalmente mais difíceis, mas, mesmo que pareçam insuportáveis, os diplomandos as enfrentam, as aceitam e as superam porque, ao longo dos anos de estudos, foram se preparando pra isso, se tornando capazes. Eu, que ainda estou me alfabetizando, não aguentaria de jeito nenhm as dores que Jesus paceceu.

Grandes Mestres, Mahatmas, Siddas, Yoguis, Santos, de todos os tempos e de todas as religiões, sempre foram duramente testados em suas vidas, pois estavam muito perto da deificação. Foram testados em sua coragem, paciência, resistência à dor, em sua determinação, renúncia, autodomínio, submissão, humildade, serenidade, pureza, principalmente na firmeza de sua fé e de sua decisão de a qualquer custo, chegar ao Ser Supremo e gloriosa e eternamente nele se fundir.

Professor Hermógenes, texto extraído do Blog Yoga Hermógenes (cujo endereço está sempre disponível na listagem de blogs recomendados à direita)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nossa morada de fato


A man is not where he lives, but where he loves.

Provérbio Latino

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

pero que los hay, hay...uai!!

tenho andado fraco
levanto a mão
é uma mão de macaco

tenho andado só
lembrando que sou pó

tenho andado tanto
diabo querendo ser santo

tenho andado cheio
o copo pelo meio

tenho andado sem pai
yo no creo en caminos
pero que los hay
hay


Paulo Leminski

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os significados do Silêncio

















Silêncio é mansidão
Quando você não defende a si mesmo contra as ofensas
Quando você não chama por seus direitos
Quando você deixa Deus defende-lo
Silêncio é mansidão

Silêncio é misericórdia
Quando você não revela a outros a falta de seus irmãos
Quando você prontamente perdoa sem remexer o passado
Quando você não julga, mas ora em seu coração
Silêncio é misericórdia

Silêncio é paciência
Quando você aceita sofrimentos sem reclamar, alegremente
Quando você não procura consolações humanas
Quando você não se torna muito excitado
Mas espera, paciente, que a semente germine
Silêncio é paciência

Silêncio é humildade
Quando não há competição
Quando você considera a outra pessoa melhor do que você
Quando deixa seu irmão brotar, crescer e amadurecer
Quando você, alegremente, abandona tudo no Senhor
Quando as suas ações podem ser mal interpretadas
Quando você deixa para outros a gloria da recompensa
Silêncio é humildade

Silêncio é fé
Quando você guarda silêncio porque sabe que o Senhor agirá
Quando você renuncia à voz do mundo para manter-se na presença do Senhor
Quando você não se esforça para ser entendido
Porque é suficiente para você saber que o Senhor o entende
Silêncio é fé

Silêncio é adoração
Quando você abraça a cruz sem perguntar por quê
Silêncio é adoração


Madre Teresa de Calcutá



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sem julgamentos ou esforços

O que, então, devemos "fazer" com a mente em meditação? Absolutamente nada. Deixá-la como está. Um mestre descreveu a meditação como "a mente suspensa no espaço, em lugar nenhum".

O ditado é famoso: "Se a mente não é fabricada, aparece espontaneamente imbuída de uma felicidade sublime, assim como a água que se mostra naturalmente transparente e límpida quando não é agitada". Com frequência comparo a mente em meditação com um jarro de água barrenta: quanto menos interferência ou agitação tiver, mais as partículas de terra se depositam no fundo, permitindo que a claridade natural da água transpareça. A própria natureza da mente é tal que, se você a deixa em seu estado inalterado e natural, ela encontrará sua verdadeira natureza, que é bem-aventurança e claridade.

Tome cuidado, portanto, para não impor nem cobrar nada à mente. Ao meditar, não deve haver qualquer esforço na direção do controle, nem empenho em ser pacífico. Não seja solene demais nem se sinta como se estivesse tomando parte num ritual especial; deixe de lado até a ideia de que está meditando. Seu corpo e a sua respiração devem ser entregues a si mesmos.



Sogyal Rinpoche,"O Livro Tibetano do Viver e do Morrer"
 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Prometa hoje


Prometa,
prometa neste dia,
prometa hoje,
enquanto o sol paira
bem no zênite,
prometa:

Mesmo que eles
te derrubem com uma montanha de ódio e violência;
mesmo que eles te pisoteiem e estripem,
lembre-se, irmão,
lembre-se:
o homem não é nosso inimigo.
A única coisa adequada a ti é compaixão –
invencível, ilimitada, incondicional.
O ódio jamais permitirá que você encare
a besta no homem.

Um dia, quando você encarar sozinho essa besta,
com sua coragem intacta, seus olhos bondosos,
imperturbáveis
(mesmo que ninguém os veja),
de seu sorriso
irá desabrochar uma flor.
E aqueles que o amam
vão te enxergar
por dez mil mundos de nascimento e morte.

Sozinho de novo,
seguirei determinado,
sabendo que o amor se tornou eterno.
Na estrada longa e dura,
o sol e a lua
continuarão a brilhar.


Thich Nhat Hanh, "Recommendation"


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

E então seria o que poderia ter sido...


There are moments on the brink, when you can give yourself to a lover, or not; give in to self-doubt, uncertainty, and admonishment, or not; dive into a different culture, or not; set sail for the unknown, or not; walk out onto a stage, or not. Resist then, and there is only what might have been.

Diane Ackerman

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Aquietar-se e saber ouvir



Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.

Ana Jácomo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Um ponto de vista interessante...



É importante entender que entre você e os outros, os outros são mais importantes pois são imensamente mais numerosos.

Dalai Lama


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sentimentos sem fronteiras

Nesse mundo sem fim, ter um amigo com quem se possa contar realmente é bastante difícil. E achar um amigo de forma não convencional parece ilógico. Parecia, talvez, nesses tempos de alta cyber conexão não está tão inacessível assim. Mas manter uma amizade entre duas pessoas do sexo oposto, idades absolutamente incompatíveis e de realidades tão distintas, vivendo em continentes diferentes por mais de 20 anos sem sequer se conhecerem pessoalmente parece improvável. Mas não impossível!

Essa é a história do filme de animação adulta Mary e Max (Mary and Max, Austrália, 2009). E é baseado numa história real. Surpreendentemente sensível, melancólico também, mas lindo!

Saber que uma pessoa tão distante pode estar tão próxima em sua vida é um sentimento difícil de ser compreendido. Mas ele existe, e talvez seja até mais forte a conexão entre essas pessoas, pois a impossibilidade de compartilhar da mesma maneira como fazemos com os nossos amigos fisicamente próximos dá um caráter ainda mais especial a essa amizade.

Assista o trailler, e sinta um pouquinho do que estou falando. Os sentimentos nobres, como amor e amizade, não conhecem barreiras, nem de nacionalidade, cor, raça, credo, idade, sexo. É muito, extremamente maior que tudo!



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Na busca do divino


Todos recebemos talentos dados por Deus e é nosso dever desenvolvê-los com energia para realizar o potencial que encerra; do contrário, é como se estivéssemos dando as costas para os presentes da vida. Porém, quando realizamos plenamente nosso talentos - por mais diferentes que sejam de um indivíduo para o outro - forma-se o elo que há de nos unir de novo ao divino.


B.K.S. Iyengar

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

JAI MA Iemanjá


Prece para Iemanjá

Oh! Iemanjá, sereia do mar. Canto doce, acalanto dos aflitos.
Mãe do mundo tenha piedade de nós.
Benditas são as benções que vem do teu Reino.
Meu coração e minha Alma se abrem para receber as bênçãos de Iemanjá.

Mãe que protege, que sustenta, que leva embora toda dor.
Mãe dos Orixás, Mãe que cuida e zela pelos seus filhos e os filhos de seus filhos.

Iemanjá, tua Luz norteia meus pensamentos e tuas águas
lavam minha cabeça.



Hoje é dia dela, de Iemanjá, Rainha do Mar. Salve!

O ser liberto



Somente aquele que possui domínio sobre seu mundo interno de desejos pessoais e está focalizado em seu Eu supremo, esse é um liberto (yukta).

 Bhagavad Gita 6:18

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

"Mas sigo meu destino num yellow submarino"

Onde quer que eu vá
Levo em mim o meu passado
E um tanto quanto do meu fim
Todos os instantes que vivi
Estão aqui
Os que me lembro e os que esqueci
Carrego minha morte
E o que da sorte eu fiz
O corte e também a cicatriz

Mas sigo meu destino
num yellow submarino
Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam
Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber

Pra ficar comigo
Corro salto, me equilibro
Entre minha neta e minha vó
Fico feliz, sigo adiante ante o perigo
Vejo o que me aflige virar pó
As vezes acredito em mim
As vezes não acredito
Também não sei se devo duvidar
Mas sigo meu destino
num yellow submarino

Acendo a luz que me conduz
E os deuses me convidam
Para dançar no meio fio
Entre o que tenho e o que tenho que perder
Pois se sou só
É só flutuando no vazio
Vou dando voz ao ar que receber


Rita Lee, "Meio Fio"

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ao praticar...



Pratiquem com o espírito de criança! Mais livres, com poucos julgamentos, observando tudo com encantamento.

Professor Hermógenes

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Desapego

Para ficar livre de situações indesejáveis e pensamentos negativos preciso desenvolver desapego. Desapego não é indiferença, apatia ou falta de energia. Desapego é um estado que vem da força e da paz interior. Posso ser amoroso, feliz, cooperativo e ainda ter desapego. O verdadeiro desapego interior é a habilidade de pensar com clareza e estar imune ao que as pessoas pensam e falam sobre mim. Desapego me capacita a ter mais controle sobre o humor e o estado da minha mente. Também me ajuda a ser mais eficiente no trabalho e diante das situações difíceis ou emergenciais. Para ser desapegado preciso conhecer meus pensamentos e seus resultados.

BK Satyanarayana, The Power of Detachment



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Pois só quem ama pode ter ouvido"


"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
 
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".


Olavo Bilac

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Hoje São Paulo faz anos...

Difícil quando alguém nasce sentindo a brisa do mar e se acostuma a ver todo dia a linha do horizonte e entende que o mundo não tem fim, que é lá que os sonhos se projetam e depois de algum tempo, bem no comecinho da juventude, se muda para uma megalópole, sozinha, sem conhecer ninguém, sem ter mais referências. Difícil...

Depois de 30 anos, essa pessoa, aliás, eu mesma, já consigo ouvir a música "Sampa", do Caetano, sem chorar. Mas só até o verso "e foste um difícil começo, afasto o que não conheço, quem vem de outro sonho feliz de cidade, aprende depressa a chamar-te de realidade"...nessa hora, desabo mesmo.

O "outro sonho feliz de cidade" é a minha mãe, minha cidade natal, a que nasci porque assim foi. E a minha mãe adotiva é essa aqui, São Paulo, a que eu escolhi, a qual aprendi a entender e a amar, apesar de reconhecer suas fraquezas e defeitos. Mas quem ama, ama mesmo, aceita tudo. E até passa a admirar e a não conseguir viver sem ela.

São Paulo no começo foi dura, cobrava mesmo. Depois, passou a oferecer agrados, vantagens, recompensas. Mas daí, há pouco menos de um ano, foi cruel. Incluiu a mim e minha família nos seus piores índices, o da violência. Mas sei que não é culpa dela, é das autoridades que deveriam estar fazendo seu dever e estão falhando. A culpa é do sistema, o que uma cidade, seu espaço físico tem a ver com isso?

Então, no dia de seu aniversário, queria aproveitar a oportunidade para fazer as pazes com São Paulo. Esse é o meu lugar no mundo, e aqui, o horizonte não está num lugar tão óbvio entre a terra e o mar. É preciso saber olhar para descobrir, mas ele se apresenta de várias formas para as milhões de pessoas que vivem aqui.

Esse vídeo, do grupo Rumo é uma das minhas músicas favoritas sobre Sampa. E é bem da época que cheguei por aqui. Foi realizado pelo Olhar Eletrônico, na época uma iniciante produtora de vídeo de uns caras chamados Fernando Meirelles, Marcelo Tas, Marcelo Machado...alguém sabe de quem estou falando?


Parabéns São Paulo!





Ladeira da Memória
Rumo

Olha as pessoas descendo, descendo, descendo
Descendo a Ladeira da Memória
Até o Vale do Anhangabaú
Quanta gente!
Vagando pelas ruas sem profissão
Namorando as vitrines da cidade
Namorando, andando, andando, namorando
O céu ficou cinza e de repente trovejou
E a chuva vem caindo, caindo, caindo
Prendendo as pessoas nas portas, nos bares
Na beirada das calçadas
Quanta gente!
Com ar aborrecido olhando pro chão
Pro reflexo dos edifícios e dos carros
Nas poças d'água
E pros pingos, pingando, pingando, pingando
Olha as pessoas felizes, felizes, felizes
Felizes por que a chuva que caía agora pouco
Essa chuva que caia agora pouco já passou



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

All is welcome here

Para começar a semana, sentindo as boas vibrações da música da Deva Premal & Miten.
"Todos são benvindos aqui..."





Broken hearts and broken wings
Bring it all and everything
And bring the song you fear to sing
All is welcome here

Even if you broke your vow a thousand times
Come anyhow
We're stepping into the power of now
And all is welcome here

See the father and the son
Reunited here they come
Dancing to the sacred drum
They know they're welcome here

I see the shaman and the mighty priest,
see the beauty and the beast
Singing "I have been released, and I am welcome here".

I stood alone at the gateless gate too drunk on love to hesitate
To the winds I cast my fate and the remnants of my fear
I took a deep breath and I leapt and I awoke as if I never slept
Tears of gratitude I wept, I was welcome here

So bring your laughter, and bring your tears, your busy lives and your careers
And bring the pain you carried for years
All is welcome here

And freedom is not so far away, there's only one price we have to pay
That's to live our dreams till they fade away




sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Agir!


arte Friedensreich Hundertwasser


Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?

 Fernando Pessoa

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Para alcançar a liberdade



Quando os sentidos são purificados, o coração se purifica; quando o coração é purificado, existe uma constante e incessante lembrança do Eu; quando existe uma constante e incessante lembrança do Eu, todos os vínculos são desfeitos e a liberdade é alcançada.

Chandogya Upanishad

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os benefícios da meditação

Meditar consiste em aquietar o corpo e a mente, e em parar de prestar atenção ao mundo exterior, a fim de que possamos nos unir a Deus no silêncio de nosso santuário interior. A meditação atua favoravelmente no plano físico, relaxando o corpo; no plano mental, acalmando os pensamentos e as ansiedades; e no plano espiritual, renovando a energia vital e estimulando nossos atributos divinos. Isto nos permite levar uma existência mais útil, melhorar as relações com as pessoas que nos rodeiam e enfrentar com ânimo renovado as dificuldades que se apresentam. Ao dedicar a cada dia alguns momentos para liberar a mente das múltiplas preocupações que a assaltam, vamos recobrando a plena consciência de nossa essência divina. Podemos dizer que orar é dirigir-nos a Deus e falar com ele, enquanto que meditar significa escutar a Deus, deixando-nos instruir e guiar pela parte de nosso ser que se acha em constante comunhão com o Infinito.


Edgar Cayce


arte Eva Uviedo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Consciência ao fazer escolhas





Transformai uma árvore

em lenha que ela arderá;

mas, a partir de então,

não dará mais flores,

nem frutos.

Tagore

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tem que ser na medida certa


O Mestre Zen encarregou o discípulo de cuidar de um campo de arroz. No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi maior. No segundo ano ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rápido e a colheita foi maior. No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante. A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.


- Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor ano que vem - disse o mestre! Você fortalece alguém, quando ajuda um pouco, mas enfraquece quando ajuda muito.

Conto Zen

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Mudando nossos julgamentos

Um pensamento, uma história, um conto, um dizer, um filme, enfim, qualquer produção humana pode ser interpretada de inúmeras formas, não só dependendo de pessoa para pessoa, mas de acordo com a época de vida, contexto ou idade ou mesmo das experiências adquiridas por tal indivíduo. Seria loucura não considerar que cada um de nós tem seus parâmetros de interpretação e entendimento de algo, sem contar os nossos julgamentos. Podemos olhar para uma paisagem e, descrevendo posteriormente para outras pessoas, fazê-las pensar que estivemos olhando lugares diferentes. Mantemos nosso foco e damos importância de acordo com nossa personalidade, nossa bagagem de vida e nossos valores. Até aí, tudo bem.

A questão é quando agregamos uma escala de "verdades" à nossa interpretação e saímos por aí em conflito, fazendo com que todos que tenham uma visão diferente da nossa sejam discriminados e julgados. Assim é o preconceito, pré- conceito, ou seja, antes mesmo de tentar aceitar e entender outros pontos de vista e maneiras de ser, nos fechamos na nossa zona de conforto e não abrimos espaço ao que não necessariamente é novo, mas sim estranho a nós. Mais fácil é conceituar, julgar e rotular. Cristalizamos assim nossa energia e não fluímos com a vida.

Esse filme que gostaria de recomendar, Himalaia (Himalaya - L´enfance d´un chef, 1999) é uma dessas histórias que podem ser intrerpretadas de várias formas. O subtítulo se refere à infância de um futuro líder. Mas a minha interpretação focou em outras questões e tem a ver com a introdução desse texto.

Fala sobre a história de uma tribo, que, morando em um dos lugares mais inóspitos do planeta, tem apenas o sal para comercializar. Para isso tem que fazer uma travessia, liderada pelo chefe da tribo. O filme começa com a morte desse líder e a desconfiança de seu pai sobre as reais causas e condição de sua morte. Desconfia do melhor amigo do filho, que por uma questão hierárquica, passa a ser o futuro líder. Bom, vale a pena ver o desenrolar da história e não gostaria de ter o mau gosto de contar o fim do filme, mas a lição que me marcou foi essa, a de que temos que abandonar nossos preconceitos, nossa visão pré concebida das pessoas e fatos e ampliarmos nossos horizontes e visão, para enxergar além do que estamos acostumados e que certamente nos levará a estágios mais avançados de felicidade e paz de espírito.

Ah, as imagens são deslumbrantes (não deixe de ver os extras, a equipe de filmagem também passou pelas mesmas dificuldades de se estar num lugar tão ermo), a trilha sonora é magnífica e tem uma frase que me marcou, não vou saber repetí-la textualmente pois já assisti a esse filme a algum tempo, mas foi dita pelo outro filho do ancião, um monge que se dedicava à arte da pintura no mosteiro e que foi também solicitado para fazer a tal travessia do sal. Ele disse assim, quando foi questionado por que estava no meio daquela empreitada: "meu mestre fala que ao aparecerem dois caminhos diferentes na nossa vida, para seguir pelo mais difícil".

Segue uma passagem da travessia, com a música que mais gostei:


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Renascimento



God does not send us despair in order to kill us;
he sends it in order to awaken us to new life.

Hermann Hesse

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ame, portanto!

arte Eva Uviedo

Se você ama uma pessoa, aos poucos a forma dessa pessoa desaparece e você fica mais em contato com o interior dela. E se você for mais fundo, até mesmo o interior da pessoa amada some e abre-se o além.

Essa pessoa era apenas uma porta, e através dela você encontrou o Divino.

Quando a gente não consegue amar, precisa de provas e rituais. Mas o ser amado está sempre próximo, é só deixá-lo revelar-se.

Sempre nos parece difícil estar em contato permanente com o Universal, ele não tem começo nem fim, ele é imenso. Mas o caminho para chegar até Ele é sempre através de uma pessoa.

Ame, portanto.

E que o amor não seja uma competição, mas uma profunda aceitação do outro. Convide-o então, ao amor, para que penetre e mergulhe em você, sem qualquer condição.

Você vai ver: de repente o outro desaparecerá e Deus estará presente. Por que, se o amado não puder tornar-se Divino, então nada no mundo poderá tornar-se Divino e toda religião será absurda.

Isso pode acontecer em relação a uma criança e até a um cão, por exemplo. Se você estiver mergulhado num relacionamento profundo com alguém ou com alguma coisa, essa coisa se tornará Divina. A chave básica é deixar que o outro penetre no seu âmago. As pessoas se aborrecem umas com as outras e sempre ficam esperando algo de bom ou mau da outra pessoa.

Não espere nada de ninguém, tente apenas encontrar no outro aquilo que está oculto.


Allahur Akbar

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Às vezes é melhor...

Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor...

E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se ouça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
 
 
Margarida Rebelo Pinto
 
 
 
arte Eva Uviedo
 
 
~ obrigada a minha querida Ana Seixas (Aninha) por ter compartilhado

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sem distinção...



Every moment of light and dark is a miracle.

Walt Whitman

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O princípio do Zen


O momento presente
contém o passado e o futuro.
O segredo da transformação
está na forma em que lidamos com esse exato momento.

Thich Nhat Hanh


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O valor da vida



Não é o que nós recebemos, mas o que nós somos capazes de dar que determina o valor da nossa vida.

Amma


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vamos?!



Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.

Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!

Vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
a razão de ser e de viver.

Carlos Drummond de Andrade









sábado, 1 de janeiro de 2011

Que venha 2011...


...E que todos os caminhos sejam abertos com chave de ouro!

JAYA GANESHA